Começo pedindo desculpas ao leitor deste blog por não poder apresentar a fonte neste momento, pois trata-se de uma dissertação de mestrado defendida na data de 28/02/2019* e que ainda não foi publicada. Mas assim que o for, coloco o link da dissertação neste blog para mais detalhes.
O estudo ocorreu em um Hospital Universitário de Alta Complexidade e envolveu uma avaliação do volume infundido das bombas de infusão volumétrica peristáltica linear. O Hospital possui contrato de comodato de mais de 450 destas bombas. As bombas se encontram com certificado de calibração válido fornecido pelo fabricante.
Foi constatado no estudo metrológico realizado que 80% das bombas avaliadas apresentaram erros sistemáticos na infusão das drogas quando ajustado para 25ml/h. A quantidade de bombas com ajustes de 50ml/h e 100ml/h que apresentaram erros sistemáticos foi de 50%. Estes erros promoveram uma infusão até mais de 11% acima ou abaixo do valor ajustado, quando o prescrito em norma é até 5% (NBR 60601-2-24).
Imagine um paciente de UTI que acaba de passar por uma cirurgia de alta complexidade e que possui em alguns casos mais de 15 bombas ligadas a ele, sabendo que pelo menos 50% destas bombas esta infundindo uma quantidade maior ou menor do que o valor devidamente prescrito. Quais as consequências deste tratamento indevido? qual o custo deste tratamento ao final? o tempo de permanência na UTI será o adequado? qual a evolução do estado clínico deste paciente?
Por fim, de quem é a responsabilidade de avaliar o contrato de comodato existente? e qual a responsabilidade da empresa em fornecer um equipamento com certificado de calibração válido, mas que não atende a legislação vigente?
São pontos como estes que devem ser devidamente discutidos e definidos em protocolos para a atuação dos gestores de saúde. Afinal, que tratamento de saúde nós queremos para nós?
*https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/25275
Espaço aberto para discussão sobre Infraestrutura e Tecnologia em Saúde.
sexta-feira, 1 de março de 2019
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